MPire – sem cor

Hey, what up? Daqui é o MPire. João Marçal para os mais próximos. Sou um artista de 21 anos, nascido a 25 de setembro de 1999, na cidade do Porto, Massarelos.

Como se deu a tua inserção no mundo da música e quais foram as tuas influências?

“Eu acho que quase que posso dizer que sou compositor já desde muito cedo, já desde os meus 13/14 anos que escrevo regularmente… Para mim funciona como uma terapia… umas vezes é uma maneira de expressar aquilo que de outra forma não ia conseguir exteriorizar, outras vezes é apenas fruto de um bom momento, uma boa história, etc… ou simplesmente a ideia rola… é algo que muitas vezes não tem horários. Mas só me comecei a aperceber que realmente existia potencial, vai fazer 3 anos, foi mais ou menos a altura em que lancei a minha primeira música “Alcatraz”. Desde daí que nunca mais parei, e procurei, e continuo a procurar hoje em dia, aprender e melhorar cada vez mais.
Eu sempre ouvi um pouco de tudo, e acho que isso também se reflete na minha música. Faz com que me sinta confortável em vários estilos, alguns até já um pouco fora do hip hop. As minhas maiores referências hoje em dia, passam por Drake, Eminem, Bad Bunny, Richie Campbell, Regula, Stk, e muitos outros…”

Qual é a tua opinião acerca do mundo da música na Lusofonia?

“No geral, acho que a música portuguesa hoje em dia tem vindo a crescer imenso e a expandir os seus horizontes, e isso algo que me deixa muito feliz. Porque sem dúvida que temos muito talento que merece ser visto não só cá no nosso país, como pelo resto do mundo lá fora. Mas no que toca à música urbana em Portugal, acho que ainda nos falta um pouco de “mente aberta” e deixar que os artistas explorem novas ideias/estilos. O que faz com que esse tenha sido um dos meus focos principais desde que comecei na música. Sempre quis mostrar versatilidade, e mostrar que um artista não tem necessariamente que se “prender” sempre ao mesmo registo.

Tens algum público alvo em específico?

“Eu não considero que tenha um público alvo muito específico, muito sinceramente. Eu tento que a minha música se possa identificar um pouco com toda a gente…Tento sempre fazer que com a mensagem que eu transmito, quem ouça consiga viajar um pouco pela minha “cabeça”.”

Queres fazer apenas hiphop ou gostavas de explorar outros horizontes?

Como disse anteriormente, as minhas influências passam por vários géneros musicais. Por isso, não pretendo ficar só pelo hiphop. Não vou deixar de o fazer, até porque se não é a minha maior influência, é uma das…, mas também não me vou “limitar” a isso.

De onde surgiu a ideia desta EP e qual o significado?

Este ep “Cura(Ção)”, surgiu de 5 faixas que eu tinha gravadas em casa, que achei que juntas se interligavam muito bem umas com as outras, e davam uma boa “cura” para qualquer pessoa que sente saudade de alguém, seja qual for a situação… O nome para o ep surgiu quando uma amiga me sugeriu o nome “cura”, e aí eu só acrescentei um pouco mais de “sentimento” com o “(Ção)”, e acho que ficou um bom jogo de palavras. Condiz perfeitamente com as 5 músicas.

O que podes adiantar em relação a projetos futuros?

Atualmente estou a trabalhar no meu primeiro álbum/mixtape, que já vai ser um projeto mais completo em que quero mostrar um pouco mais de mim, e de aquilo que eu sou, e garantir que da 1.ª à 14.ª ninguém vai querer perder um segundo. Mas entretanto é provável que haja 2 ou 3 singles antes que esse projeto saia cá para fora, até porque quero que o álbum seja algo especial.

Um Feat com o teu artista Lusofono favorito, com quem seria?

“O feat com o meu artista lusófono favorito, seria ou Regula ou Richie Campbell. Estilos diferentes… mas ia ser difícil se tivesse de escolher só um.”

Tens apoio dos teus, no projecto musical?

Felizmente, sempre tive apoio daqueles que me são mais próximos. Todos eles, acreditam no potencial, e é algo que me dá motivação para continuar crescer todos os dias. Sem eles se calhar não seria a mesma coisa.

O sacrifício pela música compensa?

“Não considero que tenha feito sacrifícios pelo rap…ou talvez não ache que essa seja a palavra certa. Porque eu não vejo como sacrifício se abdico de algo para fazer o que gosto… eu prefiro olhar de outro ponto de vista… para mim são prioridades, cada um tem as suas e vivemos em função delas. Agora, se já priorizei o rap muitas vezes? Sim, isso sim, claro que sim.”

Consideras os beefs entre MCS, na base da música , saudável ou só procuram clout?

“Beefs entre mc’s acho que sempre vai haver, e acho que talvez até sejam necessários (quando não são forçados). Mas eu, pessoalmente, prefiro ver nós artistas colaborarmos uns com os outros… afinal todos “lutamos” pelo mesmo, e existe espaço suficiente para todos.”

“Por fim, só quero agradecer a todos os que me apoiam. Significa mesmo muito para mim, dá-me ainda mais motivação para dar o meu melhor em cada “pista”, 4real. MPire Out! ✌🏼”

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